A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) lamenta a decisão do Clube de Natação de Alcobaça e da Câmara Municipal de Alcobaça no sentido da não realização do Triatlo de São Martinho do Porto 2026.
Foi sempre do interesse de todas as partes envolvidas que o evento continuasse a integrar o calendário nacional e internacional em 2026, incluindo uma Taça da Europa. As divergências estiveram relacionadas com o modelo financeiro e jurídico que deveria enquadrar a realização da prova:
O modelo proposto pelo organizador local previa que a FTP:
– Assumisse todas as obrigações contratuais junto da European Triathlon (Event Fee, Prize Money, seguros, antidopagem, arbitragem, cronometragem, etc.);
– Fosse a entidade responsável pela candidatura e execução dos apoios públicos (IPDJ);
– Assegurasse toda a estrutura técnica e operacional do evento.
Em contrapartida, o organizador exigia:
– Encaixar a totalidade das receitas das inscrições;
– Que a FTP transferisse os apoios do IPDJ diretamente para o clube, o que a Lei não permite;
– Pagar apenas um valor fixo de 40.000€, claramente insuficiente para cobrir os custos reais da organização da Taça da Europa, Taça de Portugal, Campeonato Jovem e Prova Aberta.
A FTP recorda que o seu compromisso é, em primeiro lugar, com os contribuintes portugueses, clubes e atletas, garantindo que os dinheiros públicos são geridos de forma correta, equitativa e sustentável.
É ainda importante esclarecer que a FTP nunca rompeu negociações. Pelo contrário, apresentou várias propostas de compromisso, incluindo a partilha de encargos e a reformulação do modelo financeiro.
Dadas as circunstâncias, a Federação de Triatlo de Portugal está já a avaliar alternativas que permitam, se possível, garantir a realização de uma prova internacional nesta data.
A direção da Federação de Triatlo de Portugal



