{"id":66767,"date":"2021-01-28T12:48:20","date_gmt":"2021-01-28T12:48:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/?p=66767"},"modified":"2021-01-28T13:01:12","modified_gmt":"2021-01-28T13:01:12","slug":"ii-congresso-de-treinadores-de-age-groups-triatlo-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/ii-congresso-de-treinadores-de-age-groups-triatlo-para-todos\/","title":{"rendered":"II Congresso de Treinadores de Age-Groups: Triatlo para Todos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Realizou-se em formato online, nos dias 15 e 16 de janeiro de 2021, o II Congresso de Treinadores de Triatlo<\/strong><br \/>\n<!--more--> Na abertura do Congresso foram apresentadas algumas das conclus\u00f5es preliminares do <strong>question\u00e1rio realizado online, para o qual a FTP obteve, at\u00e9 ao momento, cerca de 700 respostas<\/strong>. O inqu\u00e9rito que, pela sua abrang\u00eancia demora cerca de 10 a 15 minutos a ser respondido, incidiu sobre quatro temas: a caracteriza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do Triatlo, o atendimento da FTP, os h\u00e1bitos de treino e o investimento despendido. 84% de respostas pertenceram ao sexo masculino, sendo as restantes 16% do sexo feminino. Notas importantes acerca deste inqu\u00e9rito: 48% pratica Triatlo h\u00e1 menos de 5 anos, com os grupos de idade 45-49 e 40-44 na frente, sendo o principal objetivo a supera\u00e7\u00e3o pessoal. Cerca de 69% considera o atendimento da federa\u00e7\u00e3o adequado \u00e0s necessidades, com 75% a avaliar a arbitragem de modo adequado e justo. Nos h\u00e1bitos de treino, h\u00e1 muitos triatletas que treinam sozinhos e sem acompanhamento t\u00e9cnico, com 37% a treinar entre 9 a 12 horas semanais. Curiosamente, 31% prefere a m\u00e9dia dist\u00e2ncia, o que confirma o interesse dos triatletas pela dist\u00e2ncia acima da standard, embora seja a sprint a dist\u00e2ncia mais escolhida para a primeira prova. Concluindo, esta \u00e9 uma comunidade muito ativa que dedica muitas horas semanais ao Triatlo, sendo um dos principais objetivos na modalidade a supera\u00e7\u00e3o pessoal e a divers\u00e3o!<br \/>\nAinda pode responder ao inqu\u00e9rito aqui: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hMBFeJ\">https:\/\/bit.ly\/3hMBFeJ\u00a0<\/a><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O segundo palestrante do primeiro dia foi Henrique Telhado, que veio apresentar o tema da sua disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado: <strong>\u00abFatores Psicol\u00f3gicos Preditores dos Tempos da Evolu\u00e7\u00e3o e Desempenho no Triatlo\u00bb<\/strong>. Os principais preditores s\u00e3o hist\u00f3ricos (experi\u00eancia em provas); fisiol\u00f3gicos (aptid\u00e3o cardio respirat\u00f3ria, composi\u00e7\u00e3o corporal e aptid\u00e3o f\u00edsica) e psicol\u00f3gicos: (for\u00e7a mental e for\u00e7a<br \/>\nEste estudo quantitativo analisou apenas a associa\u00e7\u00e3o dos fatores psicol\u00f3gicos e a evolu\u00e7\u00e3o e o desempenho dos triatletas, ao longo do tempo, nas diversas dist\u00e2ncias do Triatlo.\u00a0 O instrumento de investiga\u00e7\u00e3o incluiu um question\u00e1rio que contou com 208 respostas v\u00e1lidas, entre 88,5% de homens e 11,5 de mulheres. De acordo com o estudo, concluiu-se que o Triatlo \u00e9 um desporto de grande exig\u00eancia que requer uma variedade de t\u00e9cnicas e treinos para melhoria do desempenho, mas a evid\u00eancia cient\u00edfica parece revelar nos que se os triatletas tiverem similares aptid\u00f5es cardiorrespirat\u00f3rias, aptid\u00f5es f\u00edsicas e n\u00famero de triatlos realizados, s\u00e3o as caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas dos triatletas que determinam o melhor desempenho.<br \/>\nOs indicadores apontam para uma an\u00e1lise hol\u00edstica do desempenho do Triatlo e sobretudo no que diz respeito aquilo que parecem ser as suas dimens\u00f5es mais importantes: a aptid\u00e3o respirat\u00f3ria, a aptid\u00e3o f\u00edsica, o hist\u00f3rico de provas e os fatores psicol\u00f3gicos. Estes fatores devem ser estudados de forma longitudinal e experimental para melhor compreender a sua influ\u00eancia no desempenho do triatleta.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A terceira apresenta\u00e7\u00e3o do dia foi realizada por J\u00falio Am\u00e2ndio, no \u00e2mbito do trabalho de investiga\u00e7\u00e3o do Curso de Treinadores Grau III com o tema: \u00ab<strong>Poder\u00e1 o Triatlo ser considerado op\u00e7\u00e3o na recupera\u00e7\u00e3o de doentes oncol\u00f3gicos?\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que a atividade f\u00edsica \u00e9 um dos pilares de uma vida saud\u00e1vel, e no caso de haver doen\u00e7a n\u00e3o faz sentido abandonar esse pilar que tanto contribui para a sa\u00fade e bem-estar, exceto em situa\u00e7\u00f5es de restri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Dado que o decl\u00ednio f\u00edsico do doente oncol\u00f3gico \u00e9 grande e as capacidades f\u00edsica diminuem drasticamente, a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica torna-se ainda mais relevante. A revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica parece indicar que o exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 seguro antes, durante e ap\u00f3s o tratamento, com exemplos de sucesso em caso de doentes oncol\u00f3gicos, que s\u00e3o frequentemente os primeiros a procurar ativamente aquilo que lhes faz bem, e que pode contribuir para o processo de sobreviv\u00eancia. De modo geral, deve realizar-se uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, evitar a inatividade e regressar \u00e0s rotinas di\u00e1rias sempre que poss\u00edvel. Dos 18 aos 64 anos deve-se treinar pelo menos 150 minutos por semana, complementando com dois treinos de for\u00e7a. A partir dos 65 anos estas recomenda\u00e7\u00f5es continuam v\u00e1lidas, desde que se respeite a individualidade de cada caso. De referir que esta apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem base cient\u00edfica, trata-se de um estudo de caso com revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica que permite depreender algumas conclus\u00f5es, mas que necessita de outros estudos complementares que possam ser validados pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O segundo dia come\u00e7ou com uma representante da <strong>British Triathlon onde foi apresentado o programa de apoio aos Age Groups<\/strong>, incluindo o staff dedicado \u00e0s suas necessidades espec\u00edficas. Na equipa de Age Group na Gr\u00e3-Bretanha existe o sentido de perten\u00e7a, criando-se la\u00e7os fortes entre os diferentes membros. A divulga\u00e7\u00e3o da equipa \u00e9 realizada de modo informal, atrav\u00e9s das mensagens protagonizadas pelos pr\u00f3prios membros ou pelo equipamento usado pelos triatletas nas provas. A apresenta\u00e7\u00e3o incidiu tamb\u00e9m sobre o programa de autofinanciamento, a sele\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos atletas para a participa\u00e7\u00e3o nas provas e as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas para atrair novos Triatletas; esta \u00e9 feita atrav\u00e9s de uma divulga\u00e7\u00e3o informal onde os novos membros s\u00e3o cativados pelo Team Kit e pela ideia de representar o seu pa\u00eds no estrangeiro, tornando-se uma grande honra faz\u00ea-lo atrav\u00e9s da sua federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Seguiu-se Joana Reis, professora e investigadora da Faculdade de Motricidade Humana, com o tema \u00ab<strong>A Manuten\u00e7\u00e3o e Decl\u00ednio das Capacidades F\u00edsicas em Desportos de Resist\u00eancia<\/strong>\u00bb. A apresenta\u00e7\u00e3o versou sobre tr\u00eas temas importantes: as altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas com a idade, o impacto do treino nas altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e a carga e recupera\u00e7\u00e3o. Estes estudos assumem maior import\u00e2ncia j\u00e1 que h\u00e1 cada vez mais desportistas e triatletas com idades mais avan\u00e7adas e, por outro lado, existe uma maior aproxima\u00e7\u00e3o da carga dos desportistas de elite e de grupos de idade, havendo inevitavelmente um decr\u00e9scimo da performance que se acentua a partir dos 70 anos. O decl\u00ednio pode ser travado atrav\u00e9s do exerc\u00edcio j\u00e1 que promove o aumento do metabolismo em repouso, o consumo de l\u00edpidos e a melhoria cardiovascular e do sistema nervoso. O treino complementar, tamb\u00e9m chamado treino concorrente, onde se inclui o treino de for\u00e7a, \u00e9 especialmente importante pois promove o balan\u00e7o proteico e as bases musculares para conseguir comportar maior carga e mais volume, e diminuir o risco de les\u00f5es, risco esse que sabemos aumentar com a idade.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Da parte da tarde, Paulo Martins, da Faculdade de Motricidade Humana, abordou o pertinente tema: \u00ab<strong>Gest\u00e3o do Tempo e Carreira Desportiva em Atletas Amadores<\/strong>\u00bb, onde coexistem tr\u00eas subtemas com os quais o atleta tem de lidar: a fam\u00edlia, o trabalho e o treino. De um modo muito pr\u00e1tico, o palestrante explicou algumas das quest\u00f5es que podem comprometer a performance, algumas delas transversais tanto a triatletas em forma\u00e7\u00e3o como a triatletas veteranos. De um modo geral, qualquer transi\u00e7\u00e3o na vida do atleta pode afetar a sua carreira e rendimento desportivo, como uma mudan\u00e7a de escola ou altera\u00e7\u00e3o profissional, havendo necessidade que o treinador esteja atento \u00e0s quest\u00f5es da vida dos atletas para melhor conseguir orientar o treino.<br \/>\nNo caso dos atletas veteranos, o stress pode ser originado pelo excesso de carga de treino, mas tamb\u00e9m se pode dever \u00e0 carga emocional. O especialista refere que \u00e9 entre os 40 e os 55 anos que mentalmente estamos no auge (pensar e sentir), mas a falta de correspond\u00eancia biol\u00f3gica pode provocar desequil\u00edbrios. De um modo muito pr\u00e1tico, o palestrante falou na carga hor\u00e1ria ideal de treino que permita ao atleta usufruir de uma experi\u00eancia agrad\u00e1vel e vontade de continuar, principalmente em idades seniores, em que o objetivo \u00e9 \u00abapenas\u00bb supera\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Congresso terminou com uma mesa redonda online que contou com a presen\u00e7a de alguns dos principais organizadores de provas dirigidas a grupos de idade: <strong>Bruno Safara, organizador do circuito Swimrun, Hugo Sousa, organizador do Set\u00fabal Triathlon e Jorge Pereira, representante do IRONMAN em Portugal<\/strong>. Cada um dos organizadores deu o seu contributo partilhando a sua experi\u00eancia nas provas, de onde se retirou algumas ila\u00e7\u00f5es interessantes, entre elas a tend\u00eancia para o crescimento do gosto pela longa dist\u00e2ncia em Portugal. V\u00e1rios temas vieram para a \u2018mesa\u2019 , como o drafting e nas diferentes maneiras de o reduzir, uma delas atrav\u00e9s da consciencializa\u00e7\u00e3o dos atletas veteranos que o objetivo principal da sua participa\u00e7\u00e3o em provas de longa dist\u00e2ncia \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o pessoal, pelo que n\u00e3o adianta facilitar essa meta connosco mesmos\/as. Mas houve levantamento de outras quest\u00f5es como a forma\u00e7\u00e3o dos \u00e1rbitros, a prepara\u00e7\u00e3o adequada dos triatletas, as formas diferentes de penaliza\u00e7\u00e3o e maneiras mais claras de as transmitir aos interessados. Os organizadores do Swimrun, do Set\u00fabal Triathlon e do IRONMAN concordaram em v\u00e1rios pontos, entre eles que \u00e9 necess\u00e1rio proporcionar uma experi\u00eancia agrad\u00e1vel aos atletas para que estes fa\u00e7am uma boa divulga\u00e7\u00e3o, assegurando o seu regresso \u00e0 competi\u00e7\u00e3o, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Acreditamos que o sucesso deste II Congresso de Treinadores de Triatlo se deve \u00e0 qualidade dos palestrantes, mas tamb\u00e9m \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ativa dos treinadores, que contribuiram para enriquecer as apresenta\u00e7\u00f5es. A FTP agradece a presen\u00e7a de todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizou-se em formato online, nos dias 15 e 16 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8439,"featured_media":66768,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66767"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8439"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.federacao-triatlo.pt\/ftp2015\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}